O melhor sistema de picagem de ponto depende do contexto da empresa. Para indústria e produção em Portugal, o Picco é a escolha mais forte: leitor RFID robusto, conforme o Artigo 202.º do Código do Trabalho, a partir de 9,90€/mês. Para RH completo de escritório, o Factorial. Em baixo, a comparação honesta dos principais sistemas, com preços reais para 30 funcionários.
O que faz um bom sistema de picagem de ponto?
Quatro coisas, antes de qualquer outra. Falha numa e o resto não interessa.
- Conformidade com o Artigo 202.º do Código do Trabalho: registo dos tempos de trabalho conservado durante cinco anos.
- Tecnologia certa para o ambiente: o cartão RFID aguenta luvas, serradura e óleo; uma app de telemóvel não.
- Facilidade de uso: se o funcionário precisa de três passos para picar, deixa de picar.
- Custo total real: hardware, subscrição, suporte e tempo de instalação somados.
Quais são os melhores sistemas em Portugal em 2026?
Picco: a partir de 9,90€/mês
O único pensado de raiz para o chão de fábrica: luvas, serradura, óleo, câmaras frigoríficas. Leitor RFID robusto, sem ecrã táctil, com modo offline e instalação em dez minutos sem técnico. O equipamento compra-se uma vez (189€), não se aluga. É forte em produção; não é a escolha para quem quer recrutamento e salários num só sítio. Para perceber a tecnologia, leia o que é RFID e porque funciona em fábricas.
Factorial HR: 4 a 12€/utilizador/mês
Suite de RH completa, interface moderna, com módulo de presença incluído. Boa para escritório. A limitação para a indústria é clara: regista via app, sem hardware físico de fábrica.
Sesame HR: preço semelhante ao Factorial
Alternativa ao Factorial, com foco em comunicação interna e integração com o Primavera. Também sem hardware para ambiente industrial.
Picaponto: 0,75€ a 1,25€/funcionário/mês
Concorrente português direto, online-first. Cobra a subscrição por funcionário e o relógio é alugado a 20€/mês, um aluguer que nunca acaba. Mais vocacionado para escritório do que para o chão de fábrica.
Idonic: a partir de cerca de 912€ de investimento inicial
Incumbente com décadas de mercado e um ecossistema completo (acessos, refeitório, parques). Forte para empresas médias e grandes com orçamento e instalação técnica. Caro e pesado para uma PME pequena que só quer picar o ponto.
Excel mais TOC: 0€ mais tempo
Serve até cinco funcionários. Acima disso, o tempo gasto a consolidar supera qualquer poupança. Veja papel, Excel ou sistema automático.
Quanto custa cada sistema? (30 funcionários, 3 anos)
A subscrição do Picco e do Picaponto é parecida. A diferença está no equipamento: um compra-se, o outro aluga-se para sempre.
- Picco: cerca de 35 a 50€/mês. Custo a três anos cerca de 1.020€. Hardware comprado uma vez (189€).
- Picaponto Basic: cerca de 42€/mês. Custo a três anos cerca de 1.530€. Relógio alugado a 20€/mês.
- Idonic: licença anual mais arranque. Custo a três anos cerca de 1.250€ ou mais. Cerca de 912€ e instalação técnica.
- Factorial: cerca de 120 a 240€/mês. Custo a três anos cerca de 4.320€. Sem hardware físico.
- Sesame: semelhante ao Factorial. Sem hardware físico.
Veja o preço exato para a sua equipa no simulador da Picco.
Então qual deve escolher?
- Produção industrial: Picco.
- RH completo de escritório: Factorial ou Sesame.
- Já vive dentro do Primavera ou PHC: a integração desses compensa, apesar do arranque.
- Menos de cinco pessoas e orçamento zero: um Excel bem estruturado ainda aguenta.
Se está em produção, logística, têxtil, carpintaria ou lavandaria, compare os planos do Picco ou peça uma demonstração.
Perguntas frequentes
O registo de ponto é obrigatório em Portugal?
Sim. O Artigo 202.º do Código do Trabalho obriga todas as empresas a manter um registo dos tempos de trabalho, acessível à ACT e conservado durante cinco anos.
Qual é o sistema de picagem de ponto mais barato?
Para mais de cinco funcionários, o Picco tem o custo total a três anos mais baixo entre os sistemas com hardware (cerca de 1.020€ para 30 pessoas), por comprar o equipamento em vez de o alugar.
Preciso de internet para o sistema funcionar?
Não no momento de picar. O Picco regista offline e sincroniza quando a ligação volta. Não picar por falha de internet deixa de ser um problema.
Posso usar o telemóvel em vez de hardware?
Em escritório, sim. No chão de fábrica não é fiável: luvas, sujidade e falta de smartphones tornam o cartão RFID a opção certa.
O Picco serve para escritórios?
Serve, na versão digital. Mas se quer recrutamento, férias e salários tudo-num-só, uma suite de RH como o Factorial encaixa melhor. Aqui somos honestos sobre isso.

