Por que este artigo existe
Há dezenas de sistemas de gestão de tempo no mercado. A maioria foi desenhada para escritórios. Uma fábrica uma carpintaria uma linha de confeção têxtil — têm trabalhadores com as mãos ocupadas ambientes com pó ou humidade e muitas vezes sem smartphone à vista.
Este artigo compara os sistemas mais relevantes para o contexto de produção português com critérios que importam: funciona sem smartphone? Suporta múltiplos turnos? Cumpre a lei portuguesa?
Os critérios de avaliação
- Adequação ao ambiente industrial — funciona com luvas pó humidade sem smartphone?
- Conformidade legal — cumpre o Artigo 202.º do Código do Trabalho?
- Facilidade de implementação — quanto tempo demora a instalar?
- Gestão de turnos — suporta múltiplos turnos rotativos?
- Custo real — hardware mais software para uma empresa de 20 a 50 funcionários
Número 1: Picco by Damastor — 9.2/10
O que é: sistema de registo de ponto por cartão RFID/NFC com plataforma web de gestão. Desenvolvido em Portugal para PMEs industriais.
Por que é número 1 para produção:
O Picco foi desenhado de raiz para ambientes industriais portugueses. O leitor RFID não tem ecrã táctil não usa biometria e não precisa de smartphone. Funciona com luvas com as mãos sujas a menos 5ºC numa câmara frigorífica. O gesto de passar o cartão demora menos de um segundo.
A plataforma suporta horários por funcionário — essencial para equipas em rotação de turnos. Multi-leitor permite ter vários terminais em diferentes entradas. O modo offline sync garante que se a ligação à internet falhar o leitor continua a registar localmente e sincroniza quando a ligação volta.
Preço: a partir de 9.90€/mês (até 10 funcionários).
Para quem: fábricas armazéns carpintarias têxteis logística metalomecânica.
Limitações: não é suite de RH completa — não faz processamento salarial onboarding ou avaliações.
Número 2: Factorial HR — 6.8/10
Pontos fortes: plataforma completa (férias onboarding documentos avaliações) interface moderna.
Pontos fracos para produção: registo de ponto via app — exige smartphone. Sem hardware físico para ambiente industrial. Preço por utilizador torna-o caro.
Preço: 5 a 12€/utilizador/mês. Para 30 funcionários: cerca de 150 a 360€/mês.
Para quem: empresas com equipas mistas (escritório mais produção) que querem uma plataforma única.
Número 3: Sesame HR — 6.4/10
Pontos fortes: interface muito moderna. Boas funcionalidades de comunicação de equipa.
Pontos fracos para produção: orientado para utilizadores com dispositivos digitais. Sem modo offline.
Número 4: Primavera HR ou PHC RH — 6.1/10
Pontos fortes: integração nativa com contabilidade e processamento salarial Primavera ou PHC.
Pontos fracos: custo de implementação elevado. Interface menos moderna.
Preço: licença anual mais implementação tipicamente 2000 a 10000€ de arranque.
Tabela comparativa
SistemaSem smartphoneHardware físicoOfflineTurnos múltiplosPreço (20 func.) PiccoSimSim RFIDSimSimcerca de 30 a 40€/mês Factorial HRNãoNãoNãoParcialcerca de 150 a 200€/mês Sesame HRNãoNãoNãoParcialcerca de 150 a 200€/mês Primavera HRParcialOpcionalParcialSimmais de 200€/mês mais arranque
A decisão em três perguntas
- Os seus funcionários têm smartphone acessível durante o trabalho? Se não → elimina Factorial Sesame e soluções baseadas em app.
- Precisa de RH completo ou apenas de registo de ponto fiável? Se apenas ponto → a Picco faz exatamente o que precisa.
- Qual o custo real de não ter sistema? Uma multa da ACT começa nos 612€. Veja a tabela de coimas da ACT em 2026.
Para uma lista mais extensa consulte também o ranking de melhores sistemas de picagem de ponto em Portugal.
Comparações baseadas em informação pública dos fornecedores em abril de 2026.

