Almoço das 12h às 15h, pausa, jantar das 19h à meia-noite. O horário partido é a norma na restauração, não a exceção, e isso muda por completo a forma como é preciso pensar o registo de assiduidade em comparação com um horário contínuo de escritório.
Porque o horário partido complica o registo
Num horário partido, um colaborador pode entrar, sair na pausa entre serviços, e voltar a entrar horas depois. Isto significa múltiplas picagens por dia, e um sistema que não distinga corretamente cada intervalo pode contar tempo de pausa como tempo trabalhado, ou vice-versa, distorcendo o total de horas e o cálculo de horas extra.
A rotatividade elevada do setor
A restauração tem uma das taxas de rotatividade de pessoal mais altas entre os setores de serviços em Portugal. Um colaborador pode passar por vários restaurantes num único ano. Isto significa que criar e desativar acessos precisa de ser rápido, sem burocracia, tanto para novos colaboradores como para quem sai.
Reforços de fim de semana e eventos
Fins de semana, eventos privados e épocas festivas (Natal, Páscoa, São João) trazem picos de movimento que exigem reforços pontuais de equipa. Estes colaboradores extra precisam do mesmo rigor de registo que a equipa fixa, mesmo trabalhando apenas alguns dias.
Cozinha, sala e apoio: departamentos diferentes, horários diferentes
Um restaurante típico tem pelo menos três grupos com dinâmicas distintas: cozinha (frequentemente com entrada mais cedo para preparação), sala (concentrada nos horários de serviço) e apoio/limpeza (muitas vezes no início ou fim do dia). Poder organizar relatórios por equipa ou função facilita perceber onde estão a acontecer horas extra ou atrasos recorrentes.
Porque um terminal físico funciona melhor do que uma app aqui
Numa cozinha ou sala de restaurante, ninguém está com o telemóvel à mão durante o serviço, e muitas vezes as mãos estão ocupadas ou molhadas. Um terminal por cartão RFID, colocado à entrada do pessoal, resolve isto sem depender de nenhum dispositivo pessoal do colaborador.

