Quando uma PME procura um sistema de picagem de ponto, a primeira pergunta é quase sempre a mesma: quanto custa? A resposta, com demasiada frequência, é “depende, peça orçamento”. Essa opacidade é um problema, e vale a pena perceber porquê.
O custo real não está só na mensalidade
Um sistema de registo de tempos tem três camadas de custo: o hardware (o terminal físico), a plataforma (a subscrição mensal) e a instalação e configuração. Muitos fornecedores destacam uma dessas camadas e deixam as outras para o orçamento personalizado. O resultado é que a empresa só percebe o custo total depois de já estar comprometida.
Vale a pena pedir os três valores por escrito antes de decidir: preço do terminal por unidade, preço da plataforma por mês e por colaborador, e custo de instalação. Se algum destes não for dado de forma clara, isso é, por si só, informação relevante.
O que a Picco cobra, sem rodeios
Para dar um exemplo concreto e verificável: o terminal Picco CS, com leitura de cartão RFID, custa 189 euros por unidade e é de auto-instalação. O terminal Picco FP, biométrico híbrido, custa entre 329 e 349 euros. A plataforma custa 9,90 euros por mês em faturação anual, até 10 colaboradores, e 0,60 euros por mês por cada colaborador adicional. Não há taxa de instalação obrigatória nem contrato de fidelização.
Preços de concorrentes variam e devem ser confirmados nas respetivas páginas oficiais à data da consulta, uma vez que mudam com frequência.
Porque a fidelização deve ser uma escolha, não uma armadilha
Contratos longos existem por uma razão comercial legítima: dão previsibilidade ao fornecedor. O problema surge quando a fidelização é a única opção e serve para prender o cliente a um produto que já não corresponde às suas necessidades. Uma PME em fase de crescimento precisa de poder mudar de solução sem penalizações desproporcionadas.
Quando outro fornecedor pode ser a melhor escolha
Sejamos honestos: se a sua empresa precisa de recrutamento, avaliação de desempenho, processamento salarial e gestão documental tudo numa só plataforma, uma suite de RH completa como a Factorial faz mais sentido do que uma solução focada em registo de tempos. A Picco resolve bem a picagem de ponto e a conformidade legal associada, não substitui um ERP de RH.
Perguntas Frequentes
Quanto custa um sistema de picagem de ponto para uma PME em Portugal?
Depende do modelo, mas deve considerar hardware, plataforma e instalação. A Picco, por exemplo, parte de 189 euros pelo terminal e 9,90 euros por mês pela plataforma.
Preciso de assinar contrato de fidelização?
Não necessariamente. A Picco não exige fidelização. Confirme sempre as condições de rescisão antes de contratar qualquer fornecedor.
A instalação tem custo?
Varia. Os terminais Picco são de auto-instalação, sem taxa obrigatória. Outros fornecedores podem cobrar deslocação e configuração.
O preço muda conforme o número de colaboradores?
Sim, é o modelo mais comum. Na Picco, até 10 colaboradores estão incluídos e cada adicional custa 0,60 euros por mês.
Como sei se o preço anunciado é o preço final?
Peça os três componentes de custo por escrito. Se o fornecedor evitar responder, considere isso na sua decisão.
Aviso legal: este artigo tem caráter informativo e não constitui aconselhamento jurídico. Para obrigações específicas da sua empresa, consulte um profissional qualificado.
