Quando um empresário de Guimarães perguntou, antes de aceitar uma demonstração, quem estava por detrás da Picco, a resposta foi simples: duas pessoas, um estúdio de software chamado Damastor e uma sede em Póvoa de Lanhoso, a poucos minutos de Braga. Não há fundos internacionais nem departamento de marketing em Lisboa. Há uma equipa pequena que decidiu resolver um problema muito concreto, a forma como as PME do Minho registam a assiduidade dos seus colaboradores.
Quem é a Picco by Damastor
A Picco by Damastor é o sistema de picagem de ponto e gestão de assiduidade desenvolvido pela Damastor, um estúdio de software com sede em Póvoa de Lanhoso, no distrito de Braga. Os fundadores, Gonçalo e João, conheciam o problema antes de desenharem a solução, através de familiares e conhecidos que ainda geriam entradas e saídas em papel ou em folhas de Excel, com os erros e as discussões de fim de mês que isso costuma trazer. Foi esse ponto de partida, e não um estudo de mercado abstrato, que deu origem ao produto.
O objetivo declarado é modesto e, por isso, mais fácil de cumprir: ser a opção com melhor relação entre custo, simplicidade e eficiência para uma PME portuguesa ou espanhola que só precisa de controlar horas de entrada e saída, sem ter de comprar um pacote de recursos humanos inteiro para isso.
Porque nasce no Minho, em Póvoa de Lanhoso
A região à volta de Braga, Guimarães e Póvoa de Lanhoso tem uma base industrial densa, têxtil, metalomecânica, calçado, construção civil, com muitas empresas familiares de pequena e média dimensão. É também uma região onde o registo de ponto em papel ou em Excel ainda é comum, sobretudo em fábricas e armazéns onde nem todos os colaboradores usam smartphone durante o turno.
A Damastor já trabalhava na região em desenvolvimento de software e serviços web quando identificou esta necessidade de perto. Em vez de adaptar um produto genérico, decidiu construir a Picco a partir do problema real de uma fábrica ou de um armazém do Minho, e só depois pensar em como o mesmo sistema serviria uma loja, uma pastelaria ou uma unidade hoteleira.
Porquê o nome "Picco" e por que aparece sempre com "by Damastor"
O nome Picco vem diretamente de "picar o ponto", a expressão que qualquer português usa no dia a dia para descrever o próprio ato de registar a entrada e a saída do trabalho. É um nome curto, fácil de dizer ao telefone e difícil de confundir com um acrónimo técnico.
Há, no entanto, uma particularidade que vale a pena explicar. A palavra "Picco" já existe associada a outras coisas sem qualquer relação com assiduidade, um dispositivo médico de monitorização hemodinâmica, uma marca de cosmética e um artista de música eletrónica. Por isso, em todo o site, no blogue e nas redes sociais, a marca é sempre apresentada como Picco by Damastor ou Picco Damastor, nunca só "Picco" isolado. Não é uma escolha estética, é uma forma deliberada de garantir que quem procura pela empresa encontra a empresa certa, e não um monitor hospitalar ou um creme facial.
Os produtos que compõem a Picco
A proposta assenta em três peças que funcionam em conjunto:
- Picco CS, terminal com leitura de cartão RFID, vendido a 189€, pensado para quem precisa de uma solução simples de picagem por cartão.
- Picco FP, terminal híbrido com impressão digital, reconhecimento facial, PIN e RFID, entre 329€ e 349€, com ecrã tátil, alimentação por PoE, bateria de reserva e instalação feita pela própria empresa em cerca de 12 minutos.
- Plataforma cloud, a partir de 9,90€ por mês em faturação anual até 10 colaboradores, mais 0,60€ por mês por cada colaborador adicional.
O terminal é comprado, não alugado, o que distingue a Picco de vários concorrentes que cobram uma mensalidade pelo próprio equipamento além do software.
Onde a Picco se posiciona no mercado
Ao olhar para o mercado português de assiduidade, há dois tipos de concorrentes bem distintos, e a Picco só compete a fundo com um deles.
O primeiro grupo é o dos sistemas de picagem de ponto dedicados, como o Picaponto, a Idonic ou o PontoSimples. É aqui que a concorrência é mais direta, porque estas marcas também vendem terminais físicos e resolvem exatamente o mesmo problema, registar horas de entrada e saída de forma legal.
O segundo grupo é o das suites de recursos humanos que incluem um módulo de assiduidade, como o Factorial, a Sesame HR ou a Bizneo HR. Aqui a Picco só entra em concorrência quando a empresa hesita entre comprar um produto focado ou pagar por uma plataforma completa de RH que inclui recrutamento, avaliação de desempenho e gestão documental.
Os pontos fortes da Picco by Damastor
- Produto focado. A Picco não tenta ser um software de recursos humanos, resolve assiduidade e ponto legal, e só isso.
- Pensada para o chão de fábrica. O cartão RFID funciona com luvas, com sujidade e sem depender de todos os colaboradores terem smartphone, algo que uma app pura não garante numa fábrica, num armazém ou numa obra.
- Custo total mais baixo. Sem módulos de RH que a empresa não usa e sem aluguer de equipamento, o custo mantém-se previsível ao longo dos anos.
- Instalação sem depender de técnico. Configuração por Wi-Fi e arranque em minutos, pensado para uma PME sem departamento de informática.
- Suporte e conformidade em português. Apoio local, exportações pensadas para a contabilidade portuguesa e espanhola, e leitura direta do artigo 202.º do Código do Trabalho e do equivalente espanhol.
Os limites que a Picco assume
Ser direto sobre onde o produto fica curto é parte da forma como a Picco se apresenta:
- Âmbito reduzido. Quem precisa de recrutamento, onboarding, avaliação de desempenho ou gestão documental de RH não encontra isso na Picco, e não devia esperar encontrar.
- Hardware pode ser dispensável. Uma empresa totalmente remota, sem local físico de trabalho, tira menos proveito de um terminal do que de uma app pura.
- Ecossistema ainda pequeno. Comparada com marcas maiores, a Picco tem menos integrações e menos reconhecimento de marca fora do Minho, por agora.
- Marca recente. A Picco está numa fase inicial de lançamento comercial, com poucos casos públicos ainda documentados. Preferimos ser diretos sobre isso em vez de apresentar números que não refletem a realidade atual da empresa.
Quando a Picco é a escolha certa
A Picco tende a ser a opção certa quando a resposta a uma destas frases é sim:
- "Só precisamos que os colaboradores batam o ponto à entrada e à saída."
- "Somos uma fábrica, um armazém ou uma obra, e nem todos usam smartphone no turno."
- "Queremos algo simples e com preço fixo, sem pedir proposta comercial."
Já quando o pedido é "queremos recrutamento, avaliação de desempenho e ponto tudo na mesma plataforma" ou "a gestão tem de correr só pelo telemóvel dos colaboradores, sem qualquer equipamento físico", uma suite de RH como o Factorial ou a Sesame HR tende a servir melhor. Achamos que dizer isto com clareza poupa tempo a quem nos contacta.
Perguntas frequentes sobre a Picco by Damastor
Quem está por detrás da Picco by Damastor?
A Picco é desenvolvida pela Damastor, um estúdio de software fundado por Gonçalo e João, com sede em Póvoa de Lanhoso, no distrito de Braga.
Porque se chama "Picco by Damastor" e não apenas "Picco"?
Porque o nome "Picco" sozinho já está associado a um dispositivo médico, a uma marca de cosmética e a um artista de música eletrónica. Juntar "by Damastor" ajuda quem procura a encontrar a empresa certa.
A Picco serve só empresas em Portugal?
Não. O produto foi pensado para PME portuguesas e espanholas, com conformidade adaptada à legislação de cada país.
Que tipo de empresa tira mais proveito da Picco?
Sobretudo empresas com trabalho presencial, fábricas, armazéns, construção civil, restauração, comércio e hotelaria, onde nem todos os colaboradores têm smartphone disponível durante o turno.
A Picco está a crescer para fora do Minho?
O foco atual está em consolidar a presença na região de Braga e Guimarães antes de expandir para outras zonas de Portugal e para Espanha, com implementações reais a servir de prova antes de qualquer expansão.
Este artigo apresenta a Picco by Damastor de forma direta e sem números de clientes inflacionados, refletindo a fase atual de lançamento comercial da marca.
